O mais longo exílio
Caricatura de Rian - MHN
(Nair de Teffé foi a primeira caricaturista brasileira - Petrópolis, RJ,1886/Niterói, RJ,1981).
Muito se fala dos exílios recentes, ocorridos durante o período de regime militar entre 1964 e a década de 1980. Mas a Era Vargas é igualmente marcada por esta forma de perseguição política. Vale notar, que o mais longo exílio da história do Brasil, ocorreu no primeiro ato da Era Vargas.
O golpe militar de 1930, depôs o presidente Washington Luís, em fim de mandato, e empossou uma junta militar, que logo se tornou o "governo provisório" que mais tempo se manteve no poder. Conta o jornalista (crônista político) Sebastião Nery (Revista Consultor Jurídico, 16 de abril de 2005):
"Em 18 de setembro de 47, de colete, chapéu coco e cavanhaque branco, Washington Luís, derrubado em 30, voltou do mais longo exílio político do País, foi recebido por uma multidão no cais da Praça Mauá, no Rio, saudado pelo general Euclides Figueiredo e pelo governador da Bahia Otavio Mangabeira, desfilou na Avenida Rio Branco em carro aberto, ao lado do chefe da Casa Militar de Dutra, general Alcio Souto, e veio para São Paulo.
No Rio e aqui, a imprensa queria uma entrevista, o ex-presidente não deu. José Carlos Pereira de Souza, do "Correio Paulistano", não se conformou:
- Presidente, não nos deixe frustrados. Diga ao menos uma coisa. Por exemplo, qual a diferença entre o passado e o presente?
- Antigamente, faziam-se eleições desonestas para eleger homens honestos. Hoje, fazem-se eleições honestas para eleger desonestos."
No Rio e aqui, a imprensa queria uma entrevista, o ex-presidente não deu. José Carlos Pereira de Souza, do "Correio Paulistano", não se conformou:
- Presidente, não nos deixe frustrados. Diga ao menos uma coisa. Por exemplo, qual a diferença entre o passado e o presente?
- Antigamente, faziam-se eleições desonestas para eleger homens honestos. Hoje, fazem-se eleições honestas para eleger desonestos."
Dezessete anos após ter sido exilado, Washington Luís voltava ao seu país, em tempo de assistir ao suicídio de Getúlio Vargas em 1954. Sobre sua volta, segundo seu verbete no Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro da FGV:
"Definitivamente retirado da vida pública, fixou residência em São Paulo e se dedicou a estudos históricos, coligindo notas genealógicas sobre sua família e preparando nova edição do seu livro Na capitania de São Vicente.
Membro benemérito da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, presidente honorário da Cruz Vermelha Brasileira, membro dos institutos Histórico e Geográfico de São Paulo, Bahia e Ceará, integrante da Academia Paulista de Letras e membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Washington Luís faleceu em São Paulo no dia 4 de agosto de 1957.
Escreveu Contribuição para a história da capitania de São Paulo, governo Rodrigo César Meneses (1905, 2ª.ed.1938), Diogo Antônio Feijó (1913), Na capitania de São Vicente (1918, 2ª. ed. 1976) e Arte e existência (1949). Publicou também inúmeros artigos sobre história, especialmente na Revista do Instituto histórico e Geográfico de São Paulo."
Membro benemérito da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, presidente honorário da Cruz Vermelha Brasileira, membro dos institutos Histórico e Geográfico de São Paulo, Bahia e Ceará, integrante da Academia Paulista de Letras e membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Washington Luís faleceu em São Paulo no dia 4 de agosto de 1957.
Escreveu Contribuição para a história da capitania de São Paulo, governo Rodrigo César Meneses (1905, 2ª.ed.1938), Diogo Antônio Feijó (1913), Na capitania de São Vicente (1918, 2ª. ed. 1976) e Arte e existência (1949). Publicou também inúmeros artigos sobre história, especialmente na Revista do Instituto histórico e Geográfico de São Paulo."


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