Ambiguidade Desavergonhada
"A 11 de novembro [de 1930], o Congresso e todas as casas legislativas do Brasil foram dissolvidas. O País passou a ser governado por decretos presidenciais e dos interventores nomeados por Getúlio Vargas em cada estado. Juarez Távora, líder dos tenentes, "recebeu" 12 estados nordestinos, o que lhe valeu a alcunha de "Vice-Rei do Nordeste". Ao longo dos 15 anos que durou o governo "provisório" de Getúlio Vargas, haveria inúmeras alianças e rompimentos com as forças e personagens que o apoiaram. A coalizão revolucionária foi se diluindo com o tempo, na medida que a carismática figura do Presidente foi se fortalecendo. O que era um projeto para revolucionar os usos e costumes políticos foi se transmudando num simples projeto de Poder. Para alcançar esse feito, Getúlio Vargas inaugurou a ambigüidade desavergonhada como forma de fazer política. Quando os ventos pareciam soprar a favor do nazismo e do fascismo na Europa, ele pendeu para o lado da Alemanha e Itália. Mas ao ser alertado por Oswaldo Aranha de que as chances na guerra eram favoráveis aos aliados, celebrou um acordo militar com o Presidente Roosevelt. Quando os comunistas pareciam perigosos, não vacilou em persegui-los, prendê-los e torturá-los. Quando a ameaça pareceu controlada, subiu nos palanques eleitorais com Luis Carlos Prestes. O Getúlio Vargas que enalteceu a imprensa foi o mesmo que implantou a censura e permitiu a destruição de redações e tipografias de jornais. Para manter-se no Poder, Getúlio Vargas teceu toda a sorte de alianças políticas e recorreu a todos os métodos. Sem esquecer de beneficiar em abundância parentes, amigos e correligionários com cargos públicos, embaixadas, empréstimos em bancos oficiais, etc."
(Extraído de: http://www.opiniaoenoticia.com.br/interna.php?mat=1315
o Autor, Cândido Prunes é vice-presidente do Instituto Liberal.)
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